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Como é bom descobrir um automóvel diferente numa manhã que parecia igual às outras.
Estava eu, andando no bairro da Vila Romana, em São Paulo (onde trabalho), quando me deparei com este belíssimo Jaguar XJ L6. Não pude deixar de tirar uma foto dessa bela obra de arte sobre rodas. Para quem não conhece, aqui vai um pouco da história desse carro. No dia 26 de setembro de 1968 era apresentado, no British Motor Show, o sedã de quatro portas XJ6. Projetado por Sir Willian Lyons, possuia linhas modernas que ornavam com o estilo clássico da marca e o tornavam um dos sedãs mais bonitos da época. A carroceria, de três volumes era bem construída e trazia como novidade, uma estrutura com deformação progressiva em caso de impacto, que trazia um alto grau de proteção para os ocupantes. Ainda assim, a área envidraçada era ampla e na frente destacavam-se, a bela grade cromada com frisos horizontais, o símbolo do felino selvagem sobre ela e quatro faróis circulares. Abaixo do pára-choque cromado, mais uma grade retangular para ajudar na refrigeração. Embora não seguisse o padrão de estilo dos Jaguars anteriores, o XJ era um dos sedãs mais elegantes à época de seu lançamento, em 1968. A identificação com a marca era óbvia, apesar de romper com o desenho de seus antecessores — modelos como o Mark X 420, Mark II e S-Type. Por dentro era muito bem acabado, uma tradição da fábrica. Misturava esportividade e elegância, com madeira nobre abundante. Tanto os bancos dianteiros (reclináveis) quanto os traseiros eram muito confortáveis e tinham belo desenho. Apesar do túnel central da transmissão, acomodava bem cinco adultos. Um automóvel para pessoas exigentes, que gostavam de freqüentar a primeira classe. O painel nada devia, em número de instrumentos, aos aviões mais modernos da época. Atrás do volante de dois raios, com um arco metálico para o acionamento da buzina, ficavam conta-giros e velocímetro. Ao centro, mais cinco mostradores, como voltímetro e manômetro de óleo. A posição de dirigir era boa, com ajuste de altura do banco e de profundidade do volante. Um detalhe interessante e charmoso: tinha dois tanques de combustível, com capacidade total de 105 litros. Os bocais de abastecimento ficavam sobre os pára-lamas traseiros, pouco atrás da coluna. O XJ6 usava os mesmos motores da linha XK. Tratava-se de um seis-cilindros em linha, com virabrequim de sete mancais, cabeçote em alumínio e duplo comando no cabeçote. Com 2.792 cm³ e alimentado por dois carburadores horizontais da marca SU, desenvolvia 149 cv líquidos a 5.000 rpm e torque máximo de 25,1 m.kgf a 3.750 rpm. A velocidade máxima do belo quatro-portas era de 185 km/h e atingia os 100 km/h em 11 segundos. O carro pesava cerca de 1.630 kg e media 4,81 metros de comprimento. |
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