@guiadeautos
 
 

Chevrolet Corvette
1953


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Chevrolet   Diz a lenda que Willian C. Durant, co-fundador da marca, teria visto o desenho em um papel de parede de um hotel em que se hospedara em 1908. Outra versão diz que ele teria se baseado em um logotipo de uma empresa de carvão impresso em um jornal de novembro de 1911
No início da década de 1950, os carros esportivos europeus faziam muito sucesso, graças ao design arrojado e ao desempenho, muito superior aos pesados carros americanos da época. Em 1951, a Nash Motors começou a vender, nos Estados Unidos, um carro esportivo de dois lugares chamado Nash-Healey, feito em parceria com o estúdio italiano Pinin Farina e o engenheiro britânico Donald Healey. A aceitação foi excelente, o que se traduziu em ótimas vendas, apenas limitadas pelo alto preço do carro.
Nesse período a General Motors atravessava um momento crítico, tendo sua rival, a Ford, superado suas vendas na América do Norte por dois anos consecutivos. Os diretores do grupo sabiam que tinham de pensar em algo para retomar o crescimento. Tom Keating, executivo geral da Chevrolet, tinha em mente um novo carro para a colocar de volta à primeira posição no mercado.

Para tocar o projeto foram chamados, Ed Cole, engenheiro chefe de motores da GM, Maurice Olley, especialista em chassis e o designer Harley Earl, responsável por criar a "cara" do novo modelo. Em junho de 1951 era iniciado o projeto Opel, um carro esportivo de dois lugares baseado em carros de corrida europeus. O protótipo EX-122 chamar-se-ia, a princípio, Korvette, palavra homófona de Corvette (corveta), em referência à pequena e veloz embarcação de escolta da Marinha inglesa. Mais tarde optaram pelo nome Corvette, pelo fato da grafia possuir um aspecto mais harmonioso.

O resultado foi apresentado ao público no hotel Waldorf Astoria, onde ocorria o General Motors Motorama de 1953. No dia 17 de janeiro daquele ano, os americanos conheciam o primeiro modelo do Corvette. A surpresa foi inevitável. Era um carro diferente dos padrões americanos: pequeno, baixo, com visual limpo e esportivo. Embora baseado em esportivos europeus, possuía traços do desenho americano: como lanternas na ponta de um pequeno rabo-de-peixe. O modelo exposto possuía carroceria branca com o interior revestido de couro vermelho.
O pequeno conversível trazia, sob o capô, um motor de 6 cilindros em linha com 150 cv acoplado à transmissão automática Powerglide de 2 velocidades. Para alimentá-lo três carburadores de corpo simples injetavam a gasolina diretamente nos cilindros.

Em comparação com os automóveis esportivos britânicos e italianos da época, o Corvette era bem menos empolgante. A ausência de um bom câmbio manual e o baixo torque refletiam-se nas arrancadas lentas e na baixa velocidade final. O problema foi resolvido em parte, com a opção de se acrescentar um compressor centrífugo Paxton (vulgo turbocompressor), melhorando consideravelmente o desempenho em linha reta. As vendas começavam a diminuir.

O Corvette estava fadado ao fracasso, não fossem duas ações tomadas pela diretoria da GM. A primeira foi a introdução, em 1955, do primeiro motor V8 da Chevrolet desde 1919, e a segunda foi a influência de um imigrante soviético (quem diria... um "russo" salvando os empregos de dezenas de americanos) no departamento de engenharia da GM. Zora Arkus-Duntov, trabalhou muito para colocar o novo motor de 4,3 litros (265 polegadas cúbicas), aliado a uma transmissão manual de três velocidades no pequeno carrinho. O antes anêmico Corvette agora esbanjava vitalidade. Embora não faça parte do projeto original, Arkus-Duntov foi decisivo na criação da nova imagem do carro (alto desempenho e esportividade), o que fez com que se tornasse, em 1956, o diretor de alta performance da Chevrolet. Dessa forma, Zora ganhou a alcunha de "Pai do Corvette".

Outro fator fundamental para a sobrevivência do Corvette foi, por incrível que pareça, o lançamento de seu concorrente direto. A Ford apresentou, em 1955, o Thunderbird, que também tinha dois lugares, mas foi apresentado ao público como um "carro pessoal de luxo" e não como um esportivo. Apesar disso, o risco de perder mercado, fez com que a GM trabalhasse ainda mais na aceitação do "vette".

Com produção limitada (apenas 300 unidades) devido ao fato de que todos eles foram construídos e montados à mão, o Corvette 1953, é hoje o mais raro e mais procurado dos modelos fabricados. Somente os modelos 1953 e 1954 possuem o motor de 6 cilindros em linha, também conhecido por "Blue Flame" (chama azul). A partir de 1955, todos traziam o V8, exceto pelas 7 primeiras unidades fabricadas naquele ano. Além do motor, o modelo 1955 pode ser diferenciado pelo seu logotipo - o "V" no Corvette é alargado e apresentado na cor dourada, significando o motor V8 sob o capô.

A partir de 1956, ele começava a mudar de aparência.



Curiosidades:

O emblema original do Corvette trazia uma bandeira americana, mas foi alterado bem antes da produção, pois os americanos detestam associar a bandeira a qualquer tipo de produto.

O mais velho Corvette de produção existente no mundo é o de número de série E53F001003. Este modelo foi usado como "mula" (carro de testes) pois foi o terceiro a sair da linha de montagem em Flint e é conhecido como "double-o-three" por entusiastas e colecionadores. Foi vendido no dia 21 de Janeiro de 2006, durante um leilão feito pela casa de leilões Barrett-Jackson, em Scottsdale, Arizona por US$ 1.000.000 (Um milhão de dólares).

No entanto, o mais antigo existente é o protótipo EX-122, construído à mão e mostrado ao público em 1953, durante o GM Motorama daquele ano na cidade de Nova York. Este carro pode ser visto no Atlantic City Showroom e Museu de Kerbeck Corvette.

Outro destaque é o Corvette 1953 que pertenceu ao ator John Wayne. O Vin # 51, como foi apelidado, foi entregue à Wayne, em 7 de outubro de 1953. Está atualmente em exposição no Museu Nacional de Automóveis (anteriormente Harrah's Collection), em Reno, Nevada, EUA.
Acho que é um dos mais bonitos Corvettes de todos os tempos.
Motorização
Motor Chevrolet
6 cilindros em linha
150 cv (147.9 bhp / 110.3 KW)
Alimentação: três carburadores de corpo simples
Combustível: gasolina
Câmbio: Powerglide automático de 2 velocidades


Principais concorrentes
Ford Thunderbird

Ford Thunderbird

Abadal (2)
Abarth (2)
Acura (4)
Alfa Romeo (15)
Ariel (1)
Aston Martin (1)
Audi (8)
BMW (3)
Breckland (1)
Buick (2)
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Chevrolet (13)
Chrysler (1)
Citroën (4)
Ferrari (4)
Fiat (2)
Fisker (1)
Ford (8)
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Lamborghini (5)
Mazda (1)
Mercedes-Benz (1)
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Toyota (1)
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